fascismo

Bolsonaro e a extrema-direita


Não precisa de muita análise política, histórica, geopolítica e econômica pra ver a cara do fascismo e perceber que o mesmo, assim como o Nazi-fascismo, o franquismo, salazarismo, pinocherismo, etc. foi um movimento de extrema-direita. Basta ver quem o semeou pra manter privilégios em momentos de crise. Os patrões, os latifundiários, a burguesia e a pequena-burguesia.

É em momentos de crise que a extrema direita aparece. O filme “O Ovo da Serpente” retrata como era a mentalidade do povo alemão durante o entre-guerras. O período em que o nazismo se solidificou enquanto ideologia entre o povo alemão, que vivendo na pele a derrota da 1ª Guerra Mundial, sentia-se na necessidade de se acomodar em um "grande líder" e na proteção de soldados contra as "ameaças judaicas" e estrangeiras.

No Brasil, troquemos “ameaças judaicas”, por “ameaças petistas” ou, “ameaças comunistas”, e teremos uma manada com a mesma mentalidade. A prova disso é que não é muito difícil vermos aberrações nas ruas pedindo intervenção militar para combater a “ditadura comunista do PT”, a implantação da “ideologia de gênero” nas escolas, o Foro de São Paulo, etc. E em meio à ignorância coletiva, a demência, e a inexistência de cérebro, a extrema-direita ganha força, consegue se promover e se sobressair como paladina da justiça e da moral.

É em momentos de crise que aparecem os “salvadores da pátria”, os nacionalistas, os patriotas, os defensores dos “valores”. Não é à toa que estamos vendo uma ascensão da extrema direita no Brasil, fundamentalista, fascista e reacionária. E quem já estudou história sabe o quanto isso foi catastrófico. Com a ajuda da mídia, além desses reacionários ‘defensores da moral’.

O Fascismo apresentou-se como o anti-partido; abriu as suas portas a todos os candidatos; com sua promessa de impunidade permitiu uma multidão amorfa para cobrir todo o derramamento selvagem das paixões, ódios e desejos com um verniz de ideais políticos vagos e nebulosos. “O fascista desconfia do conhecimento, tem ódio de quem demonstra saber algo que afronte ou se revele capaz de abalar suas crenças. Ignorância e confusão pautam sua postura na sociedade. A aposta em soluções de força para solucionar os mais variados problemas sociais revela uma desconfiança. O recurso a crenças irracionais ou anti-racionais, a criação de inimigos imaginários, a confusão entre acusação e julgamento são sintomas do fascismo que poderiam ser superados se o sujeito estivesse aberto ao saber, ao diálogo que revela diversos saberes.”

Ao lado do ódio ao saber, o fascista revela medo da liberdade. Não sabe como exercê-la e não admite que outros saibam ou tentem. Vive a fundir-se com algo a fim de adquirir a força que acredita ser necessária para resolver seus problemas (reais ou imaginários que vislumbra na sociedade). O fascista apresenta compulsão à submissão e, ao mesmo tempo, à dominação (é um dependente, que demonstra submissão ao poder econômico ou instituições externas, mas que, ao mesmo tempo, quer dominar terceiros e eliminar os diferentes), é um masoquista e um sádico, que não hesita em transformar o outro em mero objeto, negá-lo pra se autoafirmar e gozar ao vê-lo sofrer.

No Brasil, temos um ser que “idolatra” torturadores. Jair Bolsonaro ficou conhecido por suas ideias nacionalistas, conservadoras, criticando fortemente o comunismo e a esquerda e condenando a homossexualidade. Bolsonaro defende abertamente o regime militar instalado no Brasil em abril de 1964. Jair Bolsonaro também opõe-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de filhos por casais homossexuais, além da alteração no registro civil para transexuais. Em novembro de 2010, o deputado disse que usuários de maconha deveriam “apanhar” para que não passassem a “cheirar”(usar cocaína). Bolsonaro se posicionou favoravelmente à instituição da pena de morte no Brasil para casos de crimes premeditados pois, segundo ele, “o bandido, ele só respeita o que ele teme”. O parlamentar afirmou sobre a ditadura chilena que Augusto Pinochet “devia ter matado mais gente” – lembrando que a ditadura chilena fora uma das mais sangrentas da América. 

O deputado federal é conhecido por suas alegações de que a ditadura militar brasileira teria sido um período glorioso da história do Brasil. O parlamentar também afirmou que se um casal homossexual fosse morar ao seu lado isto iria desvalorizar a sua casa. Bolsonaro disse que é “preconceituoso” e que tem “muito orgulho”. Além disso, o parlamentar afirmou que os povos indígenas eram “fedorentos e não educados”, Bolsonaro afirmando que pessoas como os índios, supostamente não “educados” e “não falantes de nossa língua”, não deveriam ter direito a uma tão grande porção de terra. Sem contar o fato dele ter dito publicamente que “mulher deve ganhar menos, porque engravida”.





Um fato é, que em pleno 2016, sequer deveríamos estar defendendo ditadura militar e dando voz a seus ufanistas, sequer deveríamos estar vendo, pós 2013, a ascensão da extrema direita e do fundamentalismo religioso no Brasil. Não há ditadura militar em nenhum país do G20 e em nenhum dos países de primeiro mundo há muito tempo, muitos com suas democracias consolidadas, diferente da nossa, jovem, burguesa e imatura. As ditaduras hoje se concentram em países atrasados e doentes pelo fundamentalismo religioso.

Segundo que, os principais fatores que motivam algumas pessoas clamarem por intervenção militar, os principais fatores que explicam a ascensão da extrema-direita e do fundamentalismo no Brasil são sem dúvidas o anti-petismo semeado pela mídia, o anti-comunismo paranoico, o macartismo anacrônico, o inconformismo político gratuito, a alta religiosidade e o analfabetismo histórico/político.

Ainda existem pessoas que vivem na Guerra Fria; que vivem na burrice autoritária militarizada do século passado; que vivem à acreditar em teorias conspiratórias e sandices de um astrológo que se diz filosófo, doutrinador de uma massa de zumbis conhecida como "Olavetes"; que vivem a usar bodes expiatórios para legitimar golpes, como aconteceu em 64 e pode acontecer recentemente. E quem defende ditadura militar, merece ser governado por ditadores até o fim da vida, merece morrer burro, reacionário e escravo.



Agradecimento pela colaboração: Rennan Ramazini

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