capitalismo

Começando a entender o Sistema Financeiro Nacional


O (SFN) Sistema Financeiro Nacional é um dos indicadores da divisão das classes sociais no Brasil. Funciona de uma forma simples, mas é passado com códigos e nomenclaturas desconhecidas, ocultando o máximo de informações para a população, especialmente para a classe com menor instrução.



Um cidadão comum de classe média que possui alguma reserva financeira no banco é o primeiro agente da operação. O Banco Central é o órgão que determina o valor daquele dinheiro no tempo, ou seja, quanto ele irá render conforme a taxa de juros de rendimento baseado na chamada taxa Selic, a remuneração da poupança é de 0,5% ao mês e 8,5% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), taxa de juros atualizada diariamente pelo Banco Central para servir de base para a rentabilidade de diversos investimentos, rendimento esse que é muito baixo numa reserva de renda básica de um cidadão comum da classe média. O segundo agente é o indivíduo que irá tomar um determinado valor emprestado na instituição financeira, porém dessa vez o valor do dinheiro no tempo é calculado de outra forma, as taxas de juros são bem maiores, no empréstimo pessoal variam de 4,25% a 6,5% nos maiores bancos, lembrando que o cálculo dos juros são feitos de forma composta ou seja, são calculados conforme o montante de cada mês, juros dos juros, o que faz com que a dívida do segundo agente se torne uma bola de neve, desconsiderando eventuais atrasos no pagamento das parcelas. Muitas vezes o segundo agente não percebe o tanto de juros que paga devido ao parcelamento que é grande nesses casos, e quanto maior número de parcelas, maior a cobrança de juros, devido ao valor do dinheiro no tempo.

Então porque seria a instituição financeira uma vilã para o trabalhador?

Analise comigo, o primeiro agente é um cidadão comum que possui alguma reserva e decide investir na caderneta de poupança, o segundo agente é um cidadão comum trabalhador que por algum motivo se encontra em desequilíbrio com suas finanças e não consegue se manter apenas com sua renda mensal por algum motivo específico, por isso recorre a uma instituição financeira para compor sua renda.

O primeiro agente poupa sua renda e tem em troca um rendimento baixíssimo por mês, o segundo agente toma emprestado e em troca paga caríssimo por mês ao banco.

E esse lucro restante? Essa diferença toda, quem fica com ela?

Mesmo deduzindo os gastos que uma instituição bancário possui, fazendo as contas a sobra é de bilhões. O índice de endividamento das famílias no Brasil atingiu 58,2% segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada em 2016. Um dos principais causadores são os empréstimos pessoais. A instituição financeira lucra apenas fazendo papel de intermediadora entre o primeiro e o segundo agente, na operação bancária, o que poderia ser feito de forma popular e menos exploratória.

Aquele 1% detentor da população mundial que possui a mesma riqueza dos outros 99% juntos, estão bem aí. Na balança financeira eles estão no topo, nós trabalhadores, estamos bem embaixo. Endividados, dependentes e amarrados a essas instituições.

O primeiro passo a ser dado para equilibrar essa balança é tomar posse da conscientização para a população. A maioria dos brasileiros não sabe quanto paga por um empréstimo bancário. Apenas estar de posse dessas informações não diminui a desigualdade, mas ajuda ao trabalhador em pensar mais vezes antes de fazer uma operação financeira.

Fontes:








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